A tocha deve ser repassada para uma nova geração

A tocha deve ser repassada para uma nova geração

A história de Porto Nacional é contada em prosa e verso através de sua conhecida intelectualidade. Dizem que o grande tesouro do município é sua trajetória, carregada de fatos históricos, mitos e muita cultura. Para entender o Tocantins é preciso passar por Porto Nacional. A cidade foi porto da educação no passado, onde toda a região buscava conhecimentos em terras portuense. Influenciadas e abastecidas com a educação francesa trazida pelas irmãs dominicanas, período que marcou profundamente a cultura da cidade, sendo a juventude beneficiada com uma visão de futuro.

Na saúde tivemos exemplos dignos de reconhecimento internacional, trabalhando a saúde preventiva onde as comunidades eram introduzidas como protagonistas do exercício e da condução das políticas de saúde pública. Toda essa história é carregada de muita cultura com vertentes na música, na poesia, nos artesanatos; esta criada pela miscigenação de sua população, representada por indivíduos de diversas regiões do Brasil.

Habitada inicialmente pelos índios, com a invasão do homem branco, vindo inicialmente em busca do ouro e pedras preciosas, e depois das terras para criação de gado e para a agricultura, utilizando-se do trabalho escravo dos índios e negros. Formou-se então uma comunidade culturalmente rica, tornando-se conhecida como capital intelectual do norte goiano.

Na política Porto sempre foi destaque, liderando o norte goiano, buscando a integração com a civilização litorânea, abrindo caminhos do norte de Goiás a capital brasileira, nesta época o Rio de Janeiro, defendendo os interesses desta brava gente, que vivia na pobreza decorrente das desigualdade sociais. Nasce daí a valorosa luta pela criação do Estado do Tocantins.

Temos nesta história uma juventude idealista e pujante, que criou a CENOG (Casa do estudante Norte Goiano). Participando ativamente, fazendo um espaço de debates das necessidades político-administrativa do então discriminado Norte Goiano.

Entretanto, hoje vemos na nossa cidade o abandono dos seus costumes, dos seus bons exemplos do passado na sua maneira de administrar. É com grande preocupação que levantamos esta questão, pois podemos buscar bons exemplos administrativos lá fora, mas devemos adaptá-lo a nossa cultura e aos nossos costumes.

Não podemos de forma alguma tolerar uma administração centralizada, feita no gabinetes de Brasília. Devemos consultar nossa comunidade e buscar o desenvolvimento da cidade conjuntamente com sua população. È uma comunidade participativa, fazendo parte da elaboração, do acompanhamento e da fiscalização que buscamos para o desenvolvimento da população, diminuindo as desigualdade sociais.

Relendo o livro nas Barrancas do Tocantins (Heloísa e Eduardo Manzano) observamos uma frase muito importante para o momento “ se as palavras convencem, os exemplos arrastam”. Então é hora de buscamos os bons exemplos e fazermos um arrastão para um Porto Futuro. Buscado todos os seguimentos da sociedade para fazermos uma cidade com a participação de todos e que atenda as necessidades de nossa comunidade. Buscando uma parceria responsável e continuada.

No entanto vemos que para chegarmos em uma novo tempo, temos que mudar e a única forma aparente e efetiva é a nova geração que desponta em nossa cidade. Desprovida dos vícios e das vaidades dos políticos tradicionais.

Esta geração tem grande capacidade e conhecimentos para participar dos destinos das cidades tocantinenses, pois nunca mediram esforços em busca de capacitação em diversos setores técnicos, científicos e administrativos, indo em busca destes conhecimentos até mesmo fora do nosso estado, imbuídos na qualificação profissional para que pudessem contribuir para o desenvolvimento de nossa região. Hoje temos vários personagens desta geração em destaque no estado e no Brasil.

Agora é a hora de repassar a tocha para uma nova geração de portuenses – devemos abrir um novo tempo em nossa cidade, onde a geração preparada com uma nova forma de ver o mundo e fazer política assuma os destinos político-administrativo de Porto Nacional. Imbuídos e comprometidos com a sinceridade, com a ética, com o conhecimento e com competência. Que a mensagem se espalhe, deste tempo e lugar, para amigos e inimigos, que a tocha deverá ser repassada para uma nova geração de portuenses.

Escrito com embasamento nos livros :
Caminhos de outrora ( Dr Francisco Ayres da Silva)
Nas Barrancas do Tocantins (Heloisa e Eduardo Manzano)
Dom Alano ( Pe. Pedro Pereira Píagem e Pe cícero José de Souza)
História de Porto Nacional(Durval Godinho)
Poemas do portuense Pedro Tierra
A Porta (Célio Pedreira)

*Publicado em 3 de abril de 2007.

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